24
Mar 15

A Mulher na Literatura deu o tema para a comemoração do Dia Mundial de Poesia na VaP. As poetas Florbela Espanca e Natália Correia foram o exemplo apresentado pela oradora Dra Ana Alice que, com todas e todos os participantes, conversou sobre a evolução histórica da intervenção da Mulher na vida pública e, especialmente, na arte da escrita. Seguiu-se a leitura de alguns poemas, feita por membros da plateia. A associada VaP Odete Reis terminou este espaço com a leitura de algumas quadras, por si escritas, alusivas ao dia.

Depois de um breve lanche seguiu-se a Assembleia Geral da Voltado a Poente que aprovou, por unanimidade e aclamação, as contas relativas ao exercício de 2014.

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Como já sabem os habituais frequentadores deste blog, clicar numa foto dá acesso às restantes. 

 

 

 

publicado por voltadoapoente às 18:35

20
Mar 15

Cartaz Dia da Poesia 2015.PNG

 

ConvAG19.PNG

 

 

A primeira parte está aberta ao público. 

A segunda parte para associados VaP, claro.

 

 

publicado por voltadoapoente às 18:12

09
Abr 14
VaP20140323036

 

VaP20140323037

Restantes fotos, clicar numa destas 

 

No passado dia 23 de março houve, de novo, poesia na VaP. Desta feita, com a organização e realização das nossas VaP's, Lurdes Bártolo e Gracinda Sousa. A elas um agradecimento e a todos quantos se associaram e participaram ativamente neste lindo evento. Como somos um país de poetas, no final produziu-se um poema coletiva, que aqui se deixa.

 

 

Encontro com a palavra

Festa da Poesia

2014-março-23

Poema Coletivo nº 2
Produção poética de 31 pessoas dos 10 aos 70 anos

Título: Todos nós somos poetas

 

Eu sou a nuvem branca

 mas também posso ser transparente, sou aquele que se transforma em várias formas. Tanto posso ser nuvem como me transformar em algo mágico. Posso ser uma porta que se abre com o bater do coração. Enfim, sou a nuvem.

Eu sou a luz

que ilumina a Terra inteira, uma fonte de energia derradeira e verdadeira.

Eu sou como o sol

Irradio energia e calor ao meu redor.

Eu sou a estrela

que encanta. Todos gostam de me apreciar de noite ao luar.

Eu sou a madrugada

quando o orvalho cobre o verde do prado.

Eu sou sombra

na paisagem…  dou descanso ao teu cansaço.

Eu sou água

que dá vida aos seres vivos, o constituinte do poder, a que nos deixa navegar e conhecer…  a que alimenta o nosso saber!

Eu sou a chuva

Tanto agrado como aborreço. Miudinha ( molha tolos), mais grossinha já cala bem a terra, grossa ou torrencial - ai meu Deus que vem estragar!. Mas é agradável ouvir o som da chuva a bater de mansinho no telhado da casa quando estou na caminha a descansar.

Eu sou a fonte

da água viva.

Eu sou o rio

que leva a água até ao mar. É a riqueza natural que não se deve desperdiçar.

Eu sou o lago

que é lindo quando está iluminado.

Eu sou um barco

que navega no mar alto mas que sonha realmente navegar nas ondas do teu cabelo.

Eu sou o vento

que transporta os teus segredos, angústias, alegrias, medos, tristezas. Enfim, posso transportar o que tu quiseres. Basta pedires. Não tenhas vergonha.

Eu sou a terra

dá-nos tudo e um dia também nos come. A terra é a riqueza do mundo.

Eu sou um belo jardim ao sol

e estou bem tratado.

Eu sou a folha

que enfeita a árvore e dá abrigo aos pássaros. Alegra as pessoas que se abrigam nela.

Eu sou o campo

que é o que mais adoro. Quando estou triste vou ao campo ouvir os passarinhos, a água a correr e o rio Uíma a nascer.

Eu sou o trigo

que é o ouro de Portugal. O trigo foi a riqueza da nossa terra. O trigo é o suor do nosso trabalho.

Eu sou uma árvore

de azeitonas mas gosto delas.

Eu sou uma árvore

que dá flores e que gosta muito de ouvir os pássaros a cantar e ela me faz feliz quando a vou abraçar.

Eu sou uma árvore

Dou lenha para as fogueiras, sombra no verão e flores na primavera.

 Eu sou um pássaro

que adorava voar, voar sem nunca parar e o mundo girar, sem nunca parar. Como seria feliz nunca parar.

Eu sou a libelinha

Gosto de voar sozinha

Sem ninguém me incomodar

Mas se alguém de mim se aproximar

Seja para me acompanhar

Num voo de encantar para sempre recordar.

Eu sou uma andorinha

Chego na primavera, vindo de outras paragens. Chilreio, esvoaço, faço ninho nos beirais. Mas, ser poeta!.. Ah! Isso é demais!

Eu sou a ilha

Encontro-me no meio do mar, tenho árvores que nos dão oxigénio que é vida, animais, fontes que nos dão água que mata a sede, água que é símbolo da pureza. Tenho pássaros que cantam a sua música que muito gosto de ouvir.

Eu sou um menino

que gosta de sonhar. Não tenho asas mas posso voar.

Eu sou a vida

a saúde, o bem estar da família e a felicidade que Deus nos tem dado.

Eu sou um lápis

que com um pouco de inspiração pode espantar a solidão.

Eu sou a música

que dá alegria!

Eu sou o beijo

 “que mima os afetos e acende o desejo”

 

  

Autores:

André Fonseca

Beatriz Mota

Eduardo Fonseca

Elsa

Fátima Sá

Fernanda Duarte

Filomena Ferreira

Graça Santos

Idalina Sá

Idília Lima

Irene Rebelo

Joaquim Pinho

José Catela

José Mota

Leonor

Lurdes Bártolo

Lurdes Oliveira

Manuel Ribeiro

Margarida Pinto

Maria dos Anjos

Mário Baptista

Mário Costa

Marta Fonseca

Óscar Bártolo

Preciosa Sá

Renato Alves

Rosa Augusta

Severina Almeida

Veríssimo Azevedo

Veríssimo Bernardo

Vital Santos

 

Coordenação de Gracinda Sousa

A partir do livro “Poesia, meu Amor” 

 

 

publicado por voltadoapoente às 11:37

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