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Abr 14
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Restantes fotos, clicar numa destas 

 

No passado dia 23 de março houve, de novo, poesia na VaP. Desta feita, com a organização e realização das nossas VaP's, Lurdes Bártolo e Gracinda Sousa. A elas um agradecimento e a todos quantos se associaram e participaram ativamente neste lindo evento. Como somos um país de poetas, no final produziu-se um poema coletiva, que aqui se deixa.

 

 

Encontro com a palavra

Festa da Poesia

2014-março-23

Poema Coletivo nº 2
Produção poética de 31 pessoas dos 10 aos 70 anos

Título: Todos nós somos poetas

 

Eu sou a nuvem branca

 mas também posso ser transparente, sou aquele que se transforma em várias formas. Tanto posso ser nuvem como me transformar em algo mágico. Posso ser uma porta que se abre com o bater do coração. Enfim, sou a nuvem.

Eu sou a luz

que ilumina a Terra inteira, uma fonte de energia derradeira e verdadeira.

Eu sou como o sol

Irradio energia e calor ao meu redor.

Eu sou a estrela

que encanta. Todos gostam de me apreciar de noite ao luar.

Eu sou a madrugada

quando o orvalho cobre o verde do prado.

Eu sou sombra

na paisagem…  dou descanso ao teu cansaço.

Eu sou água

que dá vida aos seres vivos, o constituinte do poder, a que nos deixa navegar e conhecer…  a que alimenta o nosso saber!

Eu sou a chuva

Tanto agrado como aborreço. Miudinha ( molha tolos), mais grossinha já cala bem a terra, grossa ou torrencial - ai meu Deus que vem estragar!. Mas é agradável ouvir o som da chuva a bater de mansinho no telhado da casa quando estou na caminha a descansar.

Eu sou a fonte

da água viva.

Eu sou o rio

que leva a água até ao mar. É a riqueza natural que não se deve desperdiçar.

Eu sou o lago

que é lindo quando está iluminado.

Eu sou um barco

que navega no mar alto mas que sonha realmente navegar nas ondas do teu cabelo.

Eu sou o vento

que transporta os teus segredos, angústias, alegrias, medos, tristezas. Enfim, posso transportar o que tu quiseres. Basta pedires. Não tenhas vergonha.

Eu sou a terra

dá-nos tudo e um dia também nos come. A terra é a riqueza do mundo.

Eu sou um belo jardim ao sol

e estou bem tratado.

Eu sou a folha

que enfeita a árvore e dá abrigo aos pássaros. Alegra as pessoas que se abrigam nela.

Eu sou o campo

que é o que mais adoro. Quando estou triste vou ao campo ouvir os passarinhos, a água a correr e o rio Uíma a nascer.

Eu sou o trigo

que é o ouro de Portugal. O trigo foi a riqueza da nossa terra. O trigo é o suor do nosso trabalho.

Eu sou uma árvore

de azeitonas mas gosto delas.

Eu sou uma árvore

que dá flores e que gosta muito de ouvir os pássaros a cantar e ela me faz feliz quando a vou abraçar.

Eu sou uma árvore

Dou lenha para as fogueiras, sombra no verão e flores na primavera.

 Eu sou um pássaro

que adorava voar, voar sem nunca parar e o mundo girar, sem nunca parar. Como seria feliz nunca parar.

Eu sou a libelinha

Gosto de voar sozinha

Sem ninguém me incomodar

Mas se alguém de mim se aproximar

Seja para me acompanhar

Num voo de encantar para sempre recordar.

Eu sou uma andorinha

Chego na primavera, vindo de outras paragens. Chilreio, esvoaço, faço ninho nos beirais. Mas, ser poeta!.. Ah! Isso é demais!

Eu sou a ilha

Encontro-me no meio do mar, tenho árvores que nos dão oxigénio que é vida, animais, fontes que nos dão água que mata a sede, água que é símbolo da pureza. Tenho pássaros que cantam a sua música que muito gosto de ouvir.

Eu sou um menino

que gosta de sonhar. Não tenho asas mas posso voar.

Eu sou a vida

a saúde, o bem estar da família e a felicidade que Deus nos tem dado.

Eu sou um lápis

que com um pouco de inspiração pode espantar a solidão.

Eu sou a música

que dá alegria!

Eu sou o beijo

 “que mima os afetos e acende o desejo”

 

  

Autores:

André Fonseca

Beatriz Mota

Eduardo Fonseca

Elsa

Fátima Sá

Fernanda Duarte

Filomena Ferreira

Graça Santos

Idalina Sá

Idília Lima

Irene Rebelo

Joaquim Pinho

José Catela

José Mota

Leonor

Lurdes Bártolo

Lurdes Oliveira

Manuel Ribeiro

Margarida Pinto

Maria dos Anjos

Mário Baptista

Mário Costa

Marta Fonseca

Óscar Bártolo

Preciosa Sá

Renato Alves

Rosa Augusta

Severina Almeida

Veríssimo Azevedo

Veríssimo Bernardo

Vital Santos

 

Coordenação de Gracinda Sousa

A partir do livro “Poesia, meu Amor” 

 

 

publicado por voltadoapoente às 11:37

18
Mar 14

Aproxima-se o Dia Mundial da Poesia e da Primavera. É já na 6ª feira. Mas na VaP vamos comemorar esse dia no domingo, dia 23, com enfoque na POESIA. Vamos "Ao Encontro das Palavras".

A partir das 16:00H, na sede VaP, a Dra Gracinda Coelho de Sousa, poetisa, vai abordar este tema de forma que cada um dos presentes constate que este não é necessariamente aborrecido, é antes, algo de enriquecedor.
No final teremos um singelo lanchinho.
Não pode deixar de comparecer. Uma bela tarde, em ótima companhia, com espírito alegre, é aquilo que lhe propomos.
Entrada aberta a associados, familiares e amigos.
publicado por voltadoapoente às 12:33

25
Mar 12

A sede da Voltado a Poente (VaP) voltou a encher-se. Foi necessário o recurso às cadeiras suplementares para todos os participantes se instalarem confortavelmente para comemorar condignamente o Dia Mundial da Poesia e a chegada da Primavera.

 

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Foi uma tarde muito bonita aquela que aconteceu no passado domingo. Os nossos associados Dra. Lurdes Bártolo e Dr. Óscar Bártolo orientaram todos os trabalhos. Começaram por apresentar a vida e obra de Miguel Torga, escritor português que os associados bem conhecem por já ter sido promovida uma viagem cultural por terras a si associadas. O destaque foi para a vertente telúrica deste autor.

A seguir aconteceu a poesia dita pelos participantes. A riqueza residiu na diversidade dos intervenientes, dos temas e dos autores.

No final, a associada Dra. Maria José Duarte lançou um desafio que teve uma significativa adesão. Os presentes, a partir do mote dado “ Ai quem me dera…”, escreveram versos de forma autónoma que no final originaram o seguinte poema coletivo:

Ai quem me dera…

Viajar até à lua

Conhecer o infinito

Ser nascente de água pura

Ser o sol da primavera

Ser um pássaro e voar no céu azul sem parar

Querer menos do que quero

Ser uma pessoa importante, mas pouco conhecida

Ganhar o euromilhões e ir à Amazónia

Poder simplesmente pensar

Tocar no infinito

Viver um mundo de paz

Poder sorrir todo o dia

Ser livre como um passarinho

Ter outra vez vinte anos

Brincar com os meus amigos

Retornar à inocência de menino

Viver a liberdade total e plena

Ser uma flor para me cheirar

Ser uma onda do mar e nela te deixar navegar

Ser perfeito

Fazer felizes as pessoas que amo e respeito

Tomar as rédeas deste vento que me leva

Ser a única deusa no meio dos deuses

Ver por detrás do luar

Transparecer no teu olhar

Ter asas para voar

E ter força para as cortar

Ai, quem me dera…

  

Foi um momento inolvidável.

publicado por voltadoapoente às 14:11

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